Top 5 músicas de cinema que marcaram a minha vida…

Fazer listas é sempre um desafio! A gente sempre fica com a impressão de que alguma coisa está faltando. Ou a nossa relação com determinados itens varia ao longo do tempo. Mas, depois de certo conflito interior, consegui chegar num top cinco, e também com um lado B, porque zoar a lista faz parte da criação de qualquer lista.

Meus critérios para essa lista são músicas de filmes que eu gosto, sejam elas feitas especialmente para as produções, ou simplesmente incorporadas à trilha sonora. Também considerei tanto temas de filmes quanto canções com vocais e instrumentos.

5o lugar – Tema do filme Mulher-Maravilha (2017)

Impossível não colocar essa música na lista! Depois de ver a guerreira amazona da DC correndo pela Terra de Ninguém, na cena mais icônica do filme dirigido por Patty Jenkins, não tive como não me emocionar. A música composta por Rupert Gregson-Williams entrou no (meu) hall de canções inesquecíveis de filmes e até hoje é o toque do meu celular.

4o lugar  – Who You Gonna Call? – Ghostbusters – Os Caça-Fantasmas (1984)

Um dos filmes mais divertidos e inesquecíveis de minha infância!  É só começar a ouvir essa canção contagiante de Ray Parker Jr pra gente se lembrar as peripécias do Dr. Egon Spengler e sua equipe de atrapalhados e geniais Caças-Fantasmas.

3o lugar  – Johnny B. Goode – De volta para o futuro (1985)

Já que o 3L já pegou a música deste que é o filme que mais assisti em toda a minha vida (e que se passar na tv possivelmente vou parar pra ver), escolhi outra canção que faz parte do longa-metragem. Ainda mais porque tive a oportunidade de assistir a um show do Chuck Berry e conferir a   inesquecível performance desta canção ao vivo!

2o lugar – Cantando Na Chuva – Cantando Na Chuva (1952)

Estou roubando por colocar um musical numa lista de músicas de filmes? Estou, mas é uma experiência maravilhosa ver e ouvir esta canção! Dá mesmo vontade de sair do cinema cantando e dançando com Gene Kelly e Debbie Reynolds. E nem precisa ser na chuva!

1o lugar – Assim Falou Zaratrusta – 2001 – Uma Odisseia no Espaço (1968)

Não podia deixar de fora pelo menos um dos filmes do meu cineasta favorito: Stanley Kubrick. E dentre as produções deste fantástico diretor, até hoje uma das que mais me impressiona é 2001 – Uma Odisseia no Espaço, que vi no cinema numa versão remasterizada. Impossível não se impactar já com os primeiros acordes de Assim Falou Zaratrusta – música do compositor alemão Richard Strauss, inspirada no livro de mesmo nome do filósofo Friedrich Nietzche. Um épico!

Assim como o 3L, também não consegui me limitar a cinco músicas de filmes! Várias outras também merecem estar nesta lista, por lição honrosa ou por terem entrado na história da cultura pop!

Lado B

I can see clearly now – Jamaica abaixo de Zero (1993)

Um dos filmes mais good vibes dos anos 1990 é Jamaica abaixo de zero! Além de apresentar o Bobsled para  para o mundo que não acompanha os esportes de inverno, também popularizou o hit  do músico jamaicano  Jimmy Cliff.

I Can Dream About You – Ruas de Fogo (1984)

Típico caso da música que ficou mais na memória do que o filme. Confesso que não lembro quase nada deste filme, praticamente só mesmo da canção interpretada por Dan Hartman, provavelmente porque tocou muito nas rádios FM na minha infância.

Tema de Footloose – Footloose (1984)

O filme que transformou Kevin Bacon num herói (nem que seja para o Star Lord), também eternizou a música de Kenny Loggins. Impossível não se mexer, nem que seja uma balançadinha de cabeça, ao ouvir os versos “Now I gotta cut loose, footloose, Kick off your Sunday shoes…”

E aí, o que achou das nossas listas? Qual é a sua lista de músicas inesquecíveis de filmes? Compartilhe com a gente!

Top 5 músicas de filmes que marcaram a minha vida!

Com direito a lado B!

Nascido na época do vinil, tive a oportunidade de participar da geração que somente ouvia a música desejada quando se tinha fisicamente o produto em sua posse. “Mas 3L, você sempre teve rádio”, sim jovem gafanhoto, sempre tive rádio, mas a programação de rádio não era controlável como hoje se tem as modalidades ‘Sob Demanda’ e era quase impossível acompanhar um programa apenas com músicas de filmes.

Acesso não era fácil ou barato, então tínhamos o jeito brasileiro de tornar isso mais vendável com as coleções ‘O melhor do Oscar’. Esse da imagem abaixo eu tive, e ouvi muitas vezes.

Filmes chegavam aqui na terra brasilis com até cinco anos de diferença entre seu lançamento na língua nativa e nos nossos cinemas, então algumas músicas acabavam chegando até nos com o mesmo atraso. Por isso, vamos ver na lista abaixo músicas mais antigas e que trabalham muito com meu saudosismo de uma época em que não existiam boletos.

Então chega de enrolação, o preâmbulo já está gigante e música que é bom mesmo não tem nenhuma ainda. Aqui a lista das cinco músicas de filmes que foram mais marcantes na minha vida:

Lado A

5º Lugar

The Never Ending Story – Música tema do filme “História Sem Fim”, ela tem total o clima de fantasia e possibilidades. Só preciso fechar os olhos e já consigo imaginar voando nas costas do dragão Falkor pelo mundo. Não é à toa que essa música que marcou uma geração teve a homenagem feita pela terceira temporada de Stranger Things. Muito amor nessa música.

4º Lugar

Don’t You Forget About Me – “Clube dos Cinco” – Aqui música e filme se misturam na memória afetiva. Como não se relacionar com um filme em que cinco desajustados são obrigados a conviver, aceitado suas diferenças e explorando suas similaridades? Além do crush dos anos 80 na Molly Ringwald.

3º Lugar

Who Wants To Live Forever – “Highlander” – Eu me sinto quase roubando colocando essa música aqui. Já sai na frente por ser uma música composta e executada por uma das melhoras bandas de todos os tempos, se você não conhece Queen e nunca ouviu falar de Freddie Mercury pare de ler aqui e digite no Google. Essa banda forma caráter!

2º Lugar

The Power of Love – De volta pro Futuro. Essa música, diferente de algumas acima, teve muita presença nas rádios também. Uma música de muito ritmo e good vibes. Não consigo ouvir essa musica e não me ver no final de semana indo pro clube da caixa passar o dia sob o sol do céu claro.

1º Lugar

Danger Zone – “Top Gun – Ases Indomáveis” – Pare um minuto, procure a música, feche os olhos e apenas sinta. Se você não ficar todo arrepiado com vontade de sair por aí pilotando na velocidade máxima a sua bicicleta, moto, ou caça a jato você está morto por dentro. Uma composição emblemática de Kenny Loggins que teve vários hits no cinema dos anos 80 e 90. E sim, queria jogar vôlei besuntado de óleo na praia igual no filme kkkk.

Lado B – Vou aqui colocar músicas que não entraram no topo da lista, mas que seria impossível pra mim não mencioná-las. O editor desta matéria que corte se quiser. A editora optou por manter esta parte!

We Don’t Need Another Hero – “Mad Max – A Cúpula do Trovão”

Engraçado como uma música com um ritmo mais calmo inicial consegue trazer o ritmo necessário na hora do refrão. Não consigo ouvir essa música e já não sentir o cheiro de óleo queimado e gosto de areia do futuro distópico que Max tem que enfrentar.

Unchained Melody – “Ghost – Do outro lado da vida”

Sem palavras, só sei sentir. Se você já teve um amor essa música vai falar com você.

Twist and Shout – “Curtindo a vida adoidado”

Outra roubalheira, já que a música não foi feita pro filme, já era famosa e clássica cantada pela maior banda de todos os tempos, The Beatles, mas como não se empolgar com Ferris Bueller fazendo uma performance apoteótica enquanto matava aula?

Storytel Brasil lança audiobook do clássico ‘2001: Uma Odisseia no Espaço’

“Clássico é clássico e vice-versa”. O que esse jargão futebolista está fazendo aqui? É para chamar sua atenção para esse lançamento imperdível. Em celebração ao Mês do Orgulho Geek,  a Storytel Brasil lançou com exclusividade o audiobook do aclamado clássico de ficção científica “2001: Uma Odisseia no Espaço”, escrito por Arthur C. Clarke.
 

Discutindo temas como evolução humana, inteligência artificial e existencialismo, a história, criada por Clarke a partir da versão cinematográfica homônima do diretor Stanley Kubrick (Outro clássico!, Aproveita para rever o filme!), acompanha uma equipe de astronautas enviada à Júpiter na nave Discovery, que é totalmente controlada por um computador.
 

O audiobook é narrado por Mauro Ramos, dublador conhecido por fazer as vozes de personagens como o Pumba, de “O Rei Leão”, o Lumière, de “A Bela e a Fera”, do ogro Shrek e narrar os áudios de The Witcher e Agatha Christie. Quem assina a arte reimaginada da capa é o artista plástico Angelo Bottino.
  

Conheça e apoie o financiamento coletivo Nossa mesa é para todo mundo! 

Contribua para o desenvolvimento de novos talentos do design nacional de jogos!

Acreditando que o fomento aos novos talentos criativos do setor pode ser a base de um futuro muito mais favorável, a Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas, em parceria com o Catarse, está realizando uma grande ação de fomento ao design nacional de jogos de mesa. O ponto de partida é a Área de Protótipos DOFF & Mulheres Tabuleiristas, espaço de oportunidades proporcionado pela convenção de jogos Diversão Offline, que será realizado nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo. 

O objetivo dessa campanha de financiamento coletivo é reconhecer e valorizar, a partir do engajamento da comunidade tabuleirista, a importância do design nacional de jogos de mesa. E dar pluralidade e visibilidade para os novos talentos da criação e do desenvolvimento de protótipos, impulsionando suas carreiras para que essas criações possam estar nas mesas em todo o país e receber a atenção do mercado brasileiro. Você pode apoiar a campanha até 14/06/2022.

O financiamento coletivo visa arrecadar R$ 25.000, para impulsionar o início de carreira dos novos talentos do selecionados para apresentar seus trabalhos na Área de Protótipos DOFF & Mulheres Tabuleiristas 2022, que acontecerá na maior convenção de jogos da América Latina – o Diversão Offline! A ideia é contemplar a pluralidade de necessidades e oportunidades, de forma igualitária e responsável com a comunidade tabuleirista.

Do montante levantado pelo financiamento, 60% será diretamente repassado para o conjunto de designers da Área de Protótipos e distribuídos igualmente. Os outros 40% serão distribuídos entre impostos (5%), taxa de retenção da plataforma (13%), recompensas para quem apoiar a campanha (14%), execução e produção (8%).

Se você curtiu e quer apoiar esta campanha, basta contribuir com valores entre R$10 e R$230. Para apoios a partir de R$50, você poderá participar de até cinco sorteios de uma série de títulos 100% nacionais, criados, desenvolvidos e produzidos por autoras e autores de diferentes cantos do Brasil. Há também recompensas virtuais, para quem desejar uma lembrança simbólica, além de recompensas especiais para estabelecimentos e pessoas jurídicas que desejem investir e mostrar seu apoio à causa.

Conheça os novos talentos do design nacional de jogos de mesa!

Silvanir Souza | autora de “Aedes do Egito” – professora de Biologia, cozinheira amadora e jedi nas horas vagas. Participa de salas de protótipos desde 2018, por vezes, sendo a única a apresentar jogos educativos.

Davi dos Santos | autor de “Alafia” (em co-autoria com Felippe Zanim) – Davi é psicólogo, trabalha com treinamento e gamificação. Felippe é formado em engenharia de informação e trabalha atualmente como engenheiro de software.

Laila Terra | autora de “BITS” – Artista visual e atualmente cursando mestrado em Poéticas Visuais. 

Pablo Colares | autor de “Burning Roads” (em co-autoria com Igor Colares) – Pablo e seu irmão Igor Colares, fazem jogos de tabuleiro e viram na iniciativa uma oportunidade de poder mostrar um pouco de seu trabalho. 

Daniel Cazan | autor de “Click! Amazônia” – Trabalha no segmento da construção civil. Click! Amazônia é um jogo com temáticas: animais e fotografia. Este é o seu 1º jogo protótipo a ser divulgado.

Aron Palo | autor de “Exodus Machina” – Arquiteto e professor do Senac, foi apresentado ao fantástico universo dos jogos analógicos durante sua formação, por volta de 2005.

Rodrigo Chaves Rodrigo Chaves | autor de “Lumics” –  gaúcho, professor de Artes Visuais, designer gráfico e já desenvolveu um jogo digital 3D. Desde 2018 tem se dedicado à criação de jogos de mesa.

Led Lima | autora de “Ronron Run’s” – Também participa da organização da ProtoBr, já apresentou cinco protótipos diferentes em eventos e possui outros em desenvolvimento. Ronron Run’s é um jogo sobre gatos para gateiros em geral. 

André Domicciano | autor de “Santa Kaos” – Atuou por 10 anos numa empresa especializada na criação de jogos para escolas e empresas.

Érica Calil Nogueira | autora de “Tae Kwon Domino” – É artesã, historiadora, taekwondista, game designer e mestra em informática.

Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas

A Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas é um centro de referência para a conexão com o universo dos jogos de mesa por todo o país. O coletivo atua na ampliação das oportunidades e da pluralidade nos espaços centrais do setor, compreendendo o protagonismo feminino como base dessa realização.

Conheça mais sobre a Liga Brasileira de Mulheres Tabuleiristas no site mulherestabuleiristas.com e no instagram @mulherestabuleiristas

Vem aí a Primeira Geleia de RPG!

Entre os dias 20 e 22 de maio de 2022 será realizada a primeira edição do Geleia de RPG, uma Jam de criação de RPG voltada apenas para mulheres. O objetivo da iniciativa é fazer um jogo dentro do tempo estabelecido! Confira as regras em www.geleiaderpg.wordpress.com.

Inspirado na RPG Jam 2020 – Quanto Mais RPG Melhor, evento voltado para toda a comunidade e que foi um sucesso, a equipe Geleia decidiu criar uma versão exclusiva para dar mais visibilidade às criadoras de jogos.

Não é necessário ter experiência como game designer para participar! A organização do Geleia de RPG disponibiliza bastante material para ajudar no site www.geleiaderpg.wordpress.com. E as criadoras também podem contar com ajuda no canal do discord (só para mulheres)!  

Para participar, basta enviar seu jogo até dia 22 de maio de 2022, às 21 horas (horário de Brasília), pelo e-mail geleiaderpg@gmail.com. Não há limites para número de autoras por jogo. E uma criadora ou grupo pode submeter mais de um jogo. Os jogos serão avaliados de 24 de maio a 09 de junho de 2022. E o resultado será divulgado dia 11 de junho, às 20 horas, em live pelo canal twitch.tv/CaquitasPodcast.

Os jogos devem ser enviados em formato pdf e ter até 15 mil caracteres. Atenção: todos os jogos devem ser criados durante a Jam. Mesmo que a criadora ou as criadoras tenham um jogo pronto que se encaixa no tema, a proposta é o desenvolvimento durante o evento, com auxílio e mentoria.

O tema será revelado às 21 horas, do dia 20 de maio de 2022, durante a stream de abertura, que começa às 20 horas do mesmo dia no canal https://www.twitch.tv/. As criadoras devem ficar atentas às regras para que seu jogo não seja desclassificado! Para conhecer todas as regras, a comissão avaliadora e a premiação acesse www.geleiaderpg.wordpress.com.

Quem são as organizadoras?

Mônica de Faria @defariamonica @jogoseimaginarios – Mãe da Alice, professora doutora da Universidade Federal de Pelotas, streamer, game designer, jogadora, narradora, editora e palpiteira de RPG. Multifuncional. Mata Tarrasques e soca palhaços nas horas vagas. Feminista, de esquerda, trabalha na ampliação do conhecimento de game design para a comunidade.

Rayssa Galvão @rayraygalvao – Tradutora, escritora, streamer, narradora de RPG e, nas horas vagas, um mulherão incrível. Feminista e da mais extrema esquerda, Ray se dedica a projetos que ampliem vozes diversas no RPG, sobretudo organizando a participação de mulheres em eventos da área.Renata Bruscato @re.bruscato @caquitaspodcast – Professora, pizzaiola, podcaster e streamer. Metade do Caquitas Podcast, um programa que apresenta diferentes sistemas e discute peculiaridades do RPG de mesa. Além disso, é autora de jogos como A Gataiada Corre Solta e CAOS, vencedor do segundo lugar na RPG JAM 2020. Em tudo o que faz, sua prioridade é incluir minorias e abrir espaços seguros para todo mundo participar sem medo daquilo que gosta.

Você conhece o Ostara Festival?

A edição Mabon do evento será realizada neste fim de semana, no Espaço Quintal Verde, em BH

Tem festival com temática medieval em Belo Horizonte? Tem sim! E neste final de semana! Preparem os seus trajes, canecas e drinking horns, e venham celebrar a entrada do Equinócio de Outono, neste evento repleto de muita cultura, música, dança e alegria!! O Ostara Festival BH – edição Mabon será realizado nos dias 30 de abril e 01 de maio, no Espaço Quintal Verde, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 15.190 – Pampulha.

O evento contará com a feira de artesanato, onde vocês encontrarão produtos e artigos diversos, além de vivências e experiências especiais! Os participantes também poderão curtir o espaço gastronômico, com bebidas e comidas inspiradas na temática do evento.

Para animar o público, apresentações de dança, arte e costumes da época, além de participar de atividades e atrações que já fazem parte do festival, com muita música ao vivo e interações para todas as idades (e um bocado de novidades!!).

Já entrando no clima, o Bar Princesa traz uma entrevista exclusiva com os organizadores do Ostara Festival! Confira!

Bar Princesa: Como surgiu a ideia da realização do Ostara Festival?
Ostara Festival: A ideia surgiu após quatro pessoas quererem fazer uma feira aberta, com ênfase em produtos pagãos. Disso, convidaram mais dois conhecidos e assim nasceu o primeiro evento, em setembro de 2018. O nome Ostara Festival vem da deusa da primavera de um panteão pagão europeu (da região da Irlanda, Grã-Bretanha, norte da França, países-baixos, Dinamarca e norte da Alemanha). Desde então, o nome “pegou” na boca do público e mantivemos, mesmo em eventos em estações que eram a primavera.

BP: Quais os destaques desta edição do evento?
OF: Teremos três bandas que têm estilos distintos, sendo que a Bardow e os Folks e a Mestiços são de Brasília e a Banda Taverna, de Belo Horizonte. Além dos shows, contaremos com a apresentação de dois grupos de dança, a Trupe Andurá e a Tribo Dannan e uma apresentação de esgrima renascentista, com espadas de duas mãos, algo bem interessante de se ver. Além disso tudo, teremos uma novidade, uma arena de atividades focada em jogos piratas e medievais! E talvez aconteça uma surpresinha no domingo…

BP: Qual é o desafio de realizar um evento desta natureza em BH?
OF: Na questão de organização do evento em si, creio que sejam os mesmos desafios de qualquer outro evento do mesmo porte. Muitas vezes, o público não sabe como é desafiante organizar um evento. Quanto à realizar um evento com essa temática, acho que o maior desafio é atingir e satisfazer todo o público que temos hoje, que vão desde pessoas extremamente dentro deste universo medieval e de época antiga, até a pessoa que é apenas curiosa e comparece ao evento por ser uma novidade. Felizmente, temos conseguido agradar a maioria do público, o que nos dá energia para continuar!

BP: Como adquirir os ingressos e acompanhar as novidades sobre as próximas edições do evento?
OF: Os ingressos estão sendo vendidos pelo Sympla no link: https://www.sympla.com.br/evento/ostara-festival-edicao-mabon-2022/784271. Também haverá venda na porta, mas com ingressos limitados. Para acompanhar as novidades para as próximas edições, basta seguir nossos perfis nas redes sociais: Instagram: @ostarafestivalbh | Facebook: /ostarafestivalbh .
Podemos dar um spoiler pra vocês que em Junho vai ter Festa Junina Medieval!

E aguardem uma cobertura especial do Bar Princesa no Ostara Festival – Edição Mabon!

Lore Olympus, fenômeno do Webtoon, chega ao Brasil em junho pela Suma HQ

Em junho, chega ao mercado brasileiro um novo selo voltado para o lançamento de quadrinhos. Na Suma HQ, vamos encontrar histórias em quadrinhos e graphic novels nacionais e internacionais

O primeiro título do selo é a HQ Lore Olympus, de Rachel Smythe, que chegará às livrarias no fim de junho. Finalista do prêmio Eisner e do Hugo Awards 2022 na categoria de Melhor HQ, a publicação é o maior fenômeno da plataforma Webtoon. Neste primeiro volume, estão reunidos 25 episódios da webcomic original, além de um conto exclusivo e inédito.

Lore Olympus – Divulgação Suma HQ

A trama, que explora as relações, fofocas, intrigas e o cotidiano dos deuses gregos com uma perspectiva contemporânea e descontraída, acompanha Perséfone, jovem Deusa da Primavera, que acabou de chegar ao Olimpo. Ela vê sua vida mudar quando a amiga Ártemis a leva para uma festa em que conhece Hades, o charmoso e incompreendido líder do Submundo.

O segundo volume da HQ Lore Olympus será lançado ainda este ano. A editora, que já conta em seu catálogo com obras de fantasia, ficção científica, suspense e terror, prepara uma fantasia nacional inédita ainda para 2023.

A autora

Rachel Smythe é uma quadrinista e folclorista que vive em Wellington, na Nova Zelândia. É a criadora da bem-sucedida história em quadrinhos Lore Olympus – uma desconstrução moderna do mito grego clássico, O Rapto de Perséfone. 

Rachel trabalha em tempo integral em Lore Olympus, que foi lançada originalmente pela plataforma Webtoon desde março de 2018. Ela interage com os fãs de seu trabalho em seu Instagram e Twitter, e participando de convenções de quadrinhos.

Seis escritoras estrangeiras de ficção e fantasia para conhecer, ler e divulgar

Gosta de ficção especulativa e fantasia? Quer dicas de leitura? Depois das nossas indicações de maravilhosas mulheres quadrinistas brasileiras e estrangeiras, que tal uma lista autoras internacionais de fantasia e ficção especulativa para você ler, conhecer e divulgar? 

Tem desde a pioneira que escreveu um dos maiores clássicos da ficção científica até autoras contemporâneas. Confira, conheça, leia (ou releia) e divulgue mais mulheres escritoras!

Mary Shelley – Nasceu em Londres, em 30 de agosto de 1797, filha de Mary Wollstonecraft, autora do primeiro tratado feminista da história “A Reivindicação dos Direitos da Mulher” (1792) e do filósofo William Godwin. Mary Shelley estudou filosofia e ciências e foi defensora do amor livre.

Em 1816, Mary e seu companheiro Percy passaram o verão em uma mansão próxima ao lago Léman, em Genebra, na Suíça, com Lord Byron, John William Polidori, e Claire Clairmont (irmã de criação de Mary). Após discutirem sobre o sobrenatural, o grupo teve a ideia de uma competição para ver quem escreveria a melhor história de terror. Mary, com apenas 19 anos, começou a escrever o livro que chamou de Frankenstein ou o Prometeu Moderno, lançado anonimamente em 1818.

Além de sua obra mais conhecida, Mary Shelley foi colaboradora em muitos contos e ensaios em diversas publicações, dentre elas Keepsake e Westminster Review, e em muitos ensaios para Cabinet Cyclopedia com edição de Dionysius Lardner. Escreveu outros romances como Mathilda (1820), O Último Homem (1826) e Lodore (1835), e editou parte da obra do marido, o poeta Percy Shelley. Mary Shelley faleceu em Londres, em 1851.

Ursula K. Le Guin – A norte-americana Ursula Kroeber Le Guin é uma das maiores autoras de ficção científica, além de ser aclamada também por suas obras sensíveis e poderosas de não ficção, fantasia e de ficção contemporânea. Conhecida por abordar questões de gênero, sistemas políticos e alteridade em suas obras, recebeu mais de cinquenta prêmios literários, como Hugo, Nebula, National Book Award e muitos outros. Criadora de mundos fantásticos e defensora das mulheres na literatura, Ursula também era poeta, ensaísta e autora de livros infantis. Faleceu em 2018.

As obras da autora: O feiticeiro de Terramar (Ciclo Terramar Vol. 1), As tumbas de Atuan (Ciclo Terramar Vol. 2), A mão esquerda da escuridão, Os Despossuídos, Gatos Alados, Aqueles que se afastam de Omelas, entre outros títulos.

Octavia Butler – A autora afro-americana decidiu se tornar escritora aos 12 anos, após se decepcionar com o roteiro de um filme de ficção-científica. Conhecida como a “grande dama da ficção científica”, foi consagrada por inserir questões de preconceito e racismo nas obras, sempre colocando as personagens femininas negras em posição de poder, ainda na década de 70. Recebeu o Prêmio Hugo, um dos mais importantes do gênero, além dos prêmios Nebula, Locus e Science Fiction Chronicle. Faleceu em 2006.

As obras da autora – Kindred: laços de sangue, A parábola do semeador, Despertar, Ritos de Passagem, A parábola dos talentos, Filhos de sangue e outras histórias.

Tomi Adeyemi 

Escritora afro-americana de origem nigeriana e coach de escrita criativa que vive em San Diego, Califórnia/EUA. Escreveu sua primeira história aos cinco anos, tendo como personagem principal uma fictícia irmã gêmea. Depois de se graduar com honras em Literatura de Língua Inglesa pela Universidade de Harvard, estudou mitologia, religião e cultura africana em Salvador, no Brasil. Em 2018, escreveu seu primeiro sucesso “Filhos de Sangue e Osso”, livro de ficção baseado na cultura yorubá. O livro permaneceu por 50 semanas na lista de bestsellers do New York Times. Atualmente, a Fox é detentora dos direitos de adaptação para os cinemas.

Nnedi Okorafor

Autora afro-americana de ascendência nigeriana, professora na Universidade de Buffalo, em Nova Iorque. Escreve obras de ficção especulativa, ficção científica e fantasia. Foi vencedora dos prêmios: World Fantasy na categoria Melhor Romance; Hugo Award e o Nebula Award de Melhor Novela de 2016. Atualmente, é contratada da Marvel para escrever três volumes sobre a força feminina de Wakanda.

Entre suas obras estão Quem Teme a Morte, a trilogia Binti, The Book of Phoenix e a série Akata e Lagoon.

N. K. Jemisin

A autora nova-iorquina é considerada uma das mais importantes vozes da ficção especulativa atual, por construir universos ricos e complexos, que vão da fantasia à ficção científica. Suas obras falam sobre justiça social, preconceito, violência e a multiplicidade do comportamento humano. Suas histórias foram nomeadas diversas vezes aos maiores prêmios de ficção científica e fantasia do mundo, incluindo o Nebula, Locus e World Fantasy Award. Em 2016, se tornou a primeira pessoa negra a receber o Hugo na categoria principal por três anos consecutivos. Além de escritora, Jemisin é blogueira política, feminista e antirracista. Atualmente escreve a coluna “Otherworldly” para o New York Times.

E aí, curtiu esse post? Compartilhe! E se você quiser enviar suas indicações de escritoras estrangeiras, é só encaminhar sua lista pra gente! Por aqui ou pelas redes sociais do Bar Princesa, em todas é Bar PrincesaBR.

A Wizards comprou o Beyond 

Uma ótima notícia para começar uma quarta-feira que seria outro dia morno

Mundos Colidem! Realidades se misturam! Crise do Multiverso do Dungeons and Dragons? Bom, hoje, dia 13 de abril, acordamos com a novidade que a Hasbro, detentora da Wizards of the Coast e dona da marca do Dungeons and Dragons comprou, por mais de 146 milhões de dólares (mais de 684 milhões de Reais), o aplicativo do D&D Beyond da Fandom e sua equipe.

Mas o que era o D&D Beyond?

Desde 2017, o D&D Beyond é uma plataforma digital com os livros oficiais da 5ª edição de Dungeon and Dragons. Eles trabalhavam com a licença da Wizards of the Coast e pagavam royalties pelo uso da marca. Esses royalties representavam uma parte significativa do lucro obtido pela divisão de RPG da Hasbro durante este período.

Hoje a plataforma conta com mais de 10 milhões de usuários, milhões de personagens criados e milhões de campanhas jogadas. Em sua equipe, participam 80 funcionários espalhados pelos EUA e pela Europa.

Com ações de marketing muito bem-sucedidas em parceria com diversos programas, como, por exemplo, o Critical Role, o D&D Beyond acabou virando sinônimo de plataforma virtual e foi porta de entrada para muitos jogadores de RPG no ambiente virtual.

Por que desta compra agora?

Convergência de Oportunidades:

Não é de hoje que a própria WIzards of the Coast está flertando com plataformas digitais para seu conteúdo de Dungeons and Dragons. Recentemente, uma pesquisa feita pela própria empresa com jogadores de D&D demonstrou que mais de 80% dos jogadores da 5ª edição do RPG jogaram pelo menos uma sessão de forma virtual em 2021.

Com a possível nova versão do sistema de RPG, prevista para 2024, o tempo para desenvolvimento de uma plataforma robusta partindo do zero estava ficando muito curto e a aquisição de uma solução já estabelecida catapulta esse processo internamente na nova empresa.

Monopólio de Mercado

Nos últimos tempos, começaram a ser lançadas várias opções eletrônicas de documentação de vários sistemas (como o Pathfinder Nexus no Demiplane, entre outros) e sempre houve a dúvida se o D&D Beyond iria também se diversificar. Agora, com essa compra, a exclusividade está garantida.

Próximos Passos?

A compra ainda não está efetivada, apesar de aprovada pelas diretorias de ambas as empresas. A expectativa é que seja concluída até o final do terceiro trimestre de 2022.

No comunicado oficial sobre a compra já foi informado que nenhuma mudança será feita a respeito da atual plataforma. Ou seja, sem impacto no que já tivermos comprado, personagens criados, campanhas registradas.

Meus dois centavos

Fico muito esperançoso com este movimento de compra da Wizards of the Coast.

Primeiro, porque ela adquire uma plataforma líder no segmento, com uma base de usuários já consolidada e considerada por muitos o padrão para RPGs virtuais. Assim, no mínimo, evitamos a criação de uma plataforma totalmente nova e a ruptura com o que já estamos acostumados a utilizar.

Isso garante aos usuários da plataforma que as licenças serão mantidas e que o futuro deve trazer ainda mais investimento em RPG virtual. Aumenta a sinergia e a potencial capacidade de lançamentos simultâneos dos livros físicos e digitais.

E, nos meus sonhos mais ousados, a expectativa de num futuro próximo possibilitar a compra de livros físicos e digitais de forma integrada ou com apenas um pequeno adicional.
Hoje precisamos comprar duas vezes o mesmo livro se quisermos ter a mídia física e acessá-lo na plataforma eletrônica.

A longo prazo, vejo a possibilidade de uma plataforma completa nos modelos de Roll20, Fantasy Grounds ou Foundry VTT sendo liberado diretamente pela Wizards of the Coast.

PS: Aproveitem porque esse lado positivo da minha personalidade raramente aparece 😊Hoje com certeza algumas almas foram soltas do inferno.

Link para a matéria no site da WIzards of the Coast.

Link para o comunicado oficial de imprensa.

Bons vilões fazem bons heróis

Confira minha resenha com spoilers do novo filme do morcegão

Eu gostei bastante do The Batman. Acho que a DC faz Batman bem em geral, o problema são os outros heróis, ou a Liga da Justiça.

O Robert Pattinson surpreendeu na minha opinião, como Batman, ficou muito bem no papel, principalmente como um Batman mais perturbado, bem mais sociopata do que muitas produções anteriores… uma tendência desde a última versão.

Amei o tom de filme de máfia que deram nessa versão, um Batman mais investigador.

Os vilões ficaram excepcionais.

O melhor Pinguim desde do Pinguim da série Gotham, com o Robin Lord Taylor, o melhor Charada, bebendo, e muito bem, na fonte do filme Zodíaco para construção do vilão. Ficou sensacional!

A melhor Mulher Gato, visual legal, bem marcante, menos vilã, mais anti heroína, gostei muito da Zoe Kravitz no papel!

Achei que o filme tem uma “gordura” desnecessária no fim, poderia tranquilamente terminar quando acham o Charada.

Para mim, o final apoteótico, modelo V de Vingança, é um exagero e dá uma detonada num filme tão bom, por ser algo totalmente desnecessário… Essa mania de deixar todo fim anarquista e grandioso para os Batmans me incomodou muito nesse longa.

É um filme muito bom e não precisava de um fim destruindo a cidade, com seguidores de charada desejando um fim da sociedade de Gotham, pra mim é o ponto negativo do filme e que até estraga um pouco um filme tão bom.