Seis quadrinistas estrangeiras para conhecer, ler e divulgar!

Depois da nossa poderosa lista de artistas brasileiras de quadrinhos, agora apresentamos para você cinco quadrinistas de países como Irã, Estados Unidos, Equador e França. São autoras incríveis com publicações fantásticas, de estilos, técnicas e gêneros diversos. Conheça, leia (ou releia) e divulgue mais mulheres, de todos os cantos do mundo! 

Marjane Satrapi – A quadrinista, ilustradora, cineasta e escritora franco-iraniana nasceu em Rasht, no Irã, em 1969, e atualmente vive em Paris. Estudou no liceu francês de Teerã, onde passou a infância. Bisneta de um imperador do país, teve uma educação que combinou a tradição da cultura persa com valores ocidentais e de esquerda. Aos catorze anos, partiu para o exílio na Áustria, e depois retornou ao Irã para estudar Comunicação Visual. Estabelecida na França como autora e ilustradora, Marjane ainda voltou à narrativa de memórias no livro “Frango com ameixas”, baseado em relatos de seu avô. 

“Persépolis” – Marjane Satrapi tinha apenas dez anos quando se viu obrigada a usar o véu islâmico, numa sala de aula só de meninas. Nascida numa família moderna e politizada, em 1979 ela assistiu ao início da revolução que lançou o Irã nas trevas do regime xiita — apenas mais um capítulo nos muitos séculos de opressão do povo persa. Na graphic novel Persépolis, o pop encontra o épico, o Oriente toca o Ocidente, o humor se infiltra no drama, e o Irã parece muito mais próximo do que poderíamos suspeitar. 

Originalmente publicada em francês, a graphic novel foi traduzida para muitos outros idiomas, incluindo inglês, espanhol, catalão, português, italiano, grego, sueco, georgiano e outros. A partir de 2018, já vendeu mais de 2 milhões de cópias em todo o mundo. “Persépolis” ganhou inúmeros prêmios, incluindo um por seu texto no Prêmio Angoulême Internacional de Quadrinhos para Cenário, na França, e outro por suas críticas ao autoritarismo em Vitória, na Espanha. Em 2007, “Persépolis” foi transformado num longa-metragem de animação, que estreou no festival de Cannes.

 Julia Wertz –  A cartunista, escritora e exploradora urbana nasceu em 1982, em São Francisco, no norte da Califórnia(EUA). Ela é autora/ilustradora da autobiografia em quadrinhos The Fart Party vol. 1 & 2 (reunidos e aumentados em Museum of Mistakes: The Fart Party Collection), bem como das graphic novels “Entre umas e outras” (Drinking at the Movies) e The Infinite Wait & Other Stories, ambas indicadas ao Eisner Awards, em 2011. 

Em 2015, Julia realizou uma série mensal de quadrinhos para a revista The New Yorker, sobre eventos históricos e fatos menos conhecidos sobre a cidade de Nova York, e uma série mensal de ilustrações de paisagens urbanas para a Harper’s Magazine. Essas, acabaram sendo expandidas e publicadas em Tenements, Towers & Trash: An Unconventional Illustrated History of New York City, lançada pela Black Dog & Leventhal/Hachette em 2017, pelo qual a artista ganhou o Prêmio Brendan Gill de 2018.

“Entre umas e outras” – Nesta inebriante graphic novel autobiográfica, Julia Wertz documenta o ano em que decidiu ir embora de São Francisco, sua cidade natal, para ganhar as ruas desconhecidas de Nova York. Mas não se engane: esta não é aquela história manjada de redenção da jovem que supera todas as adversidades ou bobagens desse tipo. É um livro pra lá de engraçado – às vezes incisivo, é verdade –, repleto de ilustrações divertidas, de um humor ácido e de muita autodepreciação. De quadrinho em quadrinho, Wertz passa por quatro apartamentos toscos, sete empregos sofríveis, problemas familiares, viagens fracassadas e uma infinidade de garrafas de uísque.

Tirei essa foto da Paola na entrevista coletiva que ela concedeu no FIQ de 2018

Power Paola – Nasceu no Equador e cresceu na Colômbia. Já morou em muitos lugares: Colômbia, França, Austrália, Brasil e Argentina. Considerada um dos grandes nomes dos quadrinhos latino-americanos, já expôs desenhos, pinturas e diários de viagem em Bogotá, Buenos Aires, Santiago, Nova York, Sydney, Milão, São Paulo e Paris. Como ilustradora, publicou La Madremonte (texto de Enrique Lozano), Costuras (texto de Alejandro Martín) e Sandiliche (texto de Ronaldo Bressane). Em 2010, foi premiada pelo projeto “En Vitrina”, no qual passou quatorze dias atrás de um vidro, desenhando o que via na rua diante de si. Atualmente, vive e trabalha em Buenos Aires. Suas obras são autobiográficas e duas delas foram publicadas no Brasil.

“Vírus Tropical” – uma saga familiar divertida e descolada, repleta de personagens cômicas e alopradas: um pai sacerdote que dá missas clandestinas em casa, uma mãe que lê o futuro nos dominós, uma irmã mais velha depravada, outra totalmente beata… No meio dessa trupe, a caçula Paola tenta encontrar seu espaço e sua identidade.

“QP” apresenta a vida cotidiana de um casal narrada em tom intimista e sincero. A autora escancara os quartos, ruas, cafés e florestas que ela, P, e seu companheiro, Q, vivenciaram. Da Austrália à Amazônia, a HQ mostra conversas pessoais, alegrias, dúvidas e apertos de uma dupla nômade.

Pénélope Bagieu – Nasceu em Paris, em 1982. Estudou cinema de animação na Ensad e fez uma passagem pela Central Saint Martins de Londres. De volta a Paris, criou, em 2007, o blog ilustrado  Ma vie est tout à fait fascinante (Minha vida é completamente fascinante), onde expõe sua vida cotidiana com humor e graça. Com a publicação do blog em forma de livro, seu sucesso se expande para as livrarias. Hoje, Pénélope tem diversas publicações lançadas mundialmente, entre elas a graphic novel “Uma morte horrível”, publicada no Brasil pela Nemo, em 2016. Pela obra ganhou, em 2011, o prémio SNCF no Festival de Angoulême e o prêmio dBD de melhor livro de humor. Em 2013, no 40º Festival Internacional de Banda Desenhada de Angoulême, recebeu a insígnia Chevalier des Arts et des Lettres da ministra francesa da Cultura e Comunicação. É autora também da série Ousadas (Les Culottées), que já vendeu mais de 200.000 exemplares apenas na França. Com Les Culottées Pénélope conquistou o Prêmio Eisner pela melhor edição americana de uma obra internacional, a maior distinção que uma obra de histórias em quadrinhos pode receber no mundo. 

“Uma morte horrível” é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível – Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um escritor de sucesso à procura de inspiração. Nada intelectual, ela não sabe diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo literário do século.

Margaux Motin – Nascida em 1978, é desenhista e quadrinista. Depois de estudar Artes na ENSAAMA Olivier-de-Serres, Margaux fez vários bicos antes de se lançar na ilustração para imprensa e para publicidade. Criou um blog em março de 2008, e seu humor truculento se transformou rapidamente em um grande sucesso. É autora de diversas graphic novels e histórias em quadrinhos, como J’aurais adoré être ethnologue_… e La Théorie de la contorsion (ambas pela Marabout). “Placas tectônicas” é sua primeira graphic novel publicada no Brasil.

“Placas tectônicas” – Aos 35 anos, Margaux Motin narra os erros e acertos que abalaram sua existência em páginas repletas de humor e realidade. Uma separação e um novo amor mudam radicalmente sua vida de mulher com trinta e poucos anos de idade; uma época em que decisões abruptas podem levar a consequências desastrosas.

Jill Thompson – É roteirista, colorista e ilustradora de histórias em quadrinhos norte-americana, que também escreve para teatro, cinema e televisão. Conhecida por seu trabalho com os personagens de Sandman, de Neil Gaiman e sua própria série “Scary Godmother” (Minha Madrinha Bruxa), ela também trabalhou com os títulos “Os Invisíveis”, “Monstro do Pântano”, “Mulher-Maravilha” e “Beasts of Burden” (que teve sua primeira edição publicada no Brasil pela editora Pipoca e Nanquim).

Ela ganhou vários Eisner Awards, incluindo, em 2001, de melhor colorista por “Scary Godmother”; em 2004, por “Melhor Colorista/Artista Multimídia (arte interna)” por seu trabalho em The Dark Horse Book of Hautings, e em 2005 por “Melhor História Curta” por “Unfamiliar – The Dark Horse Book of the Dead” com Evan Dorkin. Em 2011, a National Cartoonist Society nomeou-a  Melhor Artista de Quadrinhos por “Beasts of Burden”. Ela foi indicada para o prêmio Lulu of the Year, em 1998, conquistou o prêmio em 1999.

“Morte – A Festa” – Ambientada no universo criado por Neil Gainman, “A festa” tem arte e roteiro de Jill Thompson. A HQ é estrelada pelas três mulheres da família dos Perpétuos: Morte, Delirium e Desespero. A história se passa durante os eventos de “Estação das Brumas”, terceiro arco de histórias da série Sandman. A edição mostra diversas almas abandonadas pelo regente do inferno Lúcifer (entre elas Mussolini, Kurt Cobain e Edgar Allan Poe), quando abdicou de seu trono, e a festa mais surreal de todos os tempos, organizada por Delirium e Desespero no apartamento da Morte. Assim, a personagem principal da HQ tem que resolver a situação para salvar o Além e, tão importante quanto, manter intacto o carpete da sua sala.

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Publicado por Lu d'Anunciação

Jornalista, Relações Públicas, Especialista em Gestão da Comunicação e Mestra em Estudos de Linguagens - Análise do Discurso do Cefet-MG. Gosto da natureza, de literatura, HQs, cinema, séries de TV, rpg, board games, de música boa e de nerdices em geral! Adoro preparar quitutes e receber os amigos. Insisto em ser feliz e sou altamente convivível! E amo o Leo!!! Além deste blog, tenho também o www.jeitosaudavel.wordpress.com e sou colunista de RPG e HQs do site Garotas Geeks - www.garotasgeeks.com

3 comentários em “Seis quadrinistas estrangeiras para conhecer, ler e divulgar!

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